O sonho olímpico das “gêmeas corredoras”

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Ana e Helena Mees Valério, de 15 anos, conhecidas como “gêmeas corredoras”, vão disputar, nos próximos dias 25 e 26, o Campeonato Sul-Americano Sub-18 de Atletismo, no Paraguai. Desde que iniciaram no esporte, há sete anos, as irmãs já conquistaram inúmeras provas de rua em diferentes partes do Brasil, até chegarem nas pistas de atletismo em 2017. O sonho de correr um dia pela Seleção Brasileira chegou e deixou toda a equipe, Dione D Agostine( Treinadora), pais e familiares muito felizes.

Ana e Helena foram convocadas pela Confederação Brasileira de Atletismo para compor a equipe de atletas da categoria Sub-18, que irão disputar o campeonato Sul- Americano, em Encarnacion, no Paraguai. No Paraguai, Ana vai disputar a prova de 1.500 metros e Helena a de 3.000 metros. Essa prova, Sul- Americano, é um passo importante para a classificação e busca de índice para as Olimpíadas que vai acontecer em 2024, na França.

Em 2019, Helena foi campeã brasileira na categoria Sub-14, na prova dos 1.000 metros rasos. Com a chegada da pandemia, as provas foram paralisadas, mas os treinos continuaram.

Apesar da pouca idade, as irmãs gêmeas Ana e Helena estão conquistando bons resultados e vitórias no atletismo. As jovens são moradoras de Pinhais, do bairro Emiliano Perneta, grande Curitiba.

As “gêmeas corredoras”, como são conhecidas, se inspiraram nos quenianos, o povo mais veloz em provas de fundo do planeta para alcançar as primeiras posições e subirem ao pódio. Inclusive, chegaram a conhecê-los durante a uma visita ao centro de treinamento na cidade de Santa Barbara do Oeste (SP), onde estiveram com alguns atletas que participaram da prova de São Silvestre.

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Ana e Helena começaram a disputar provas da categoria infantil em cidades de Santa Catarina: Tubarão, Braço do Norte, entre outras. Elas foram se destacando e começaram a participar de provas de adultos, convidado pela associação de corredores Cortuba.

Atualmente, elas estudam no ensino fundamental de um Colégio Sesi de Pinhais, onde se destacam como as primeiras da turma. De manhã vão para a escola e a tarde treinam em média cinco vezes na semana. Ana fala que a rotina não é cansativa, porque gostam bastante do que fazem “A gente consegue conciliar os treinamentos com a escola. É bem divertido, pois o esporte ajuda a pensar melhor e a se desenvolver. É bem interessante, pois a gente estuda, treina e no final dá tudo certo” diz a jovem.

Com a chegada da pandemia os treinos não pararam, elas focaram, sempre respeitando os limites de saúde, e juntas dizem que o apoio é maior. Treinam de madrugada, no sol, no frio e na chuva, mas, são felizes porque fazem o que gostam.

A primeira prova ” oficial ” infantil aconteceu em Santa Catarina, praia do Campeche, elas correram apenas 300 metros. A Helena ficou em 1 e a Ana em 2. Na época elas tinham apenas 06 anos

O pai das meninas, Anderlin Júnior, que também cuida da carreira delas, diz que a carreira de atleta exige bastante, mas que elas trabalham com muita dedicação. “Em nosso país é bem difícil ser atleta. A gente tem todo um cuidado, um controle na alimentação e cuidados com a saúde. Tudo isto fui aprimorando com o longo do tempo, buscando entender como é a formação de um atleta. Com o decorrer da carreira delas, foram surgindo várias pessoas que foram auxiliando, e foi possível entender este processo. Hoje já se passaram alguns anos e vendo estas conquistas delas, pra nós, é uma realização” enalteceu Anderlin.

Além do talento, as meninas também foram destaques por uma atitude durante uma prova, onde cruzaram a linha de chegada de mão dadas conquistando um lugar ao pódio. É com este espirito de união que Helena afirma que elas querem crescer juntas, não competir entre si e correr em busca de um mesmo sonho. “O nosso objetivo é evoluir e crescer na carreira. A intenção é continuar melhorando nossa performance a cada dia e futuramente, participar de alguma olimpíada. A gente sempre será unida. Embora uma chegue à frente, pra nós é como se as duas tivessem ganhado”, disse.

“E agora o sonho é participar das Olimpíadas de Paris 2024. Para chegar nas olimpíadas precisamos do índice olímpico, por isso vamos treinar mais e competir todas as provas que vierem para conseguir a classificação para 2024”, contam Ana e Helena.

Sem apoio do Governo e contando apenas com a ajuda de uma empresa de Santa Catarina Hidrolight, http://www.hidrolight.com.br, as irmãs Ana e Helena Mees Valério, contam que as expectativas estão altas e devem focar nos treinos para a competição.

Nascidas em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o esporte chamou atenção primeiramente de Ana Mees, que dentro de uma loja de eletrônicos parou em frente à TV para assistir a maratona que era transmitida e decidiu ser corredora, aos seis anos.

Em sete anos desde o encontro com o esporte, Helena Mees Valério, foi campeã Brasileira na categoria Sub 14 em 2019, prova dos 1.000 metros rasos, com o tempo de 03 minutos e 06 segundos.

Em 2021, com a abertura das competições, as “gêmeas corredoras” nas provas dos 1.500 metros e 3.000 mil metros, com apenas 15 anos de idade, estão entre as melhores do ranking Brasileiro. O campeonato é uma das competições que ajudam as atletas a se aproximarem do índice olímpico para os jogos Olímpicos de 2024 em Paris.

A equipe brasileira que viaja para Encarnación tem 62 atletas (33 homens e 29 mulheres) e tenta repetir o feito de 2018, quando foi campeã em Cuenca, no Equador, com 30 medalhas no total, sendo 14 de ouro, 11 de prata e 5 de bronze.

As meninas correram uma média de 70 provas na carreira, até agora, sendo que de 2015 até 2019 elas participaram de todas as provas da Prefeitura Municipal de Curitiba. Nos Campeonatos que Participaram, contando com os mais simples, até os mais profissionais,  ficaram fora do pódio por 5 vezes, sempre em 4 e 5 lugares. Um aproveitamento de 97%.

Que venham os Jogos Olímpicos de Paris, as “gemeas corredoras” estarão prontas.