A corrida estacionária, para não perder o pique

Corrida Estacionária é basicamente o trabalhos de corrida parada, trotes parados, visando mais o trabalho de fortalecimento, logicamente, mas voltado para o trabalho aeróbico. O trabalho engloba o fortalecimento e a resistência. Nossos vídeos de 40/50 minutos equivaleriam a uma corrida de 10kms. Tudo voltado para a corrida – diz o Professor Luis Tavares.

A modalidade já era comum em países onde o inverno é rigoroso e, por isso, a melhor opção acaba sendo realizar as atividades físicas dentro de casa. Em tempos de coronavírus, a prática também se torna a melhor opção para quem não quer abandonar a corrida durante a quarentena. É uma forma de manter o condicionamento físico para futuras provas quando as corridas de rua retornarem.

Então, por que não correr em casa, no conforto do seu lar, junto com seus familiares.

É isso mesmo! A corrida estacionária é uma modalidade baseada nos treinamentos HIIT e circuito funcional, consistindo em uma simulação dos movimentos de corrida sem sair do lugar, fazendo apenas o movimento de elevação dos joelhos.  O HIIT parece muito científico, mas é bastante simples. Ele é composto de exercícios físicos curtos e intensos com breves períodos de recuperação. Esses exercícios podem ter de 10 segundos a 5 minutos de duração. Nessa situação, o ideal é deixar seu corpo se recuperar completamente por quatro ou cinco minutos.

Nesse exercício, o corredor não usa os mesmos músculos que o impulsionam a se mover para a frente, utilizando mais as pontas dos pés, o que fortifica o tornozelo e a perna, além de ser uma ótima opção de treino aeróbico.

Diante da quarentena e das medidas de isolamento social adotadas em virtude da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, essa modalidade de corrida tem se mostrado uma boa opção para aqueles que são adeptos da tradicional ou mesmo para quem nunca teve contato com o esporte.

Contudo, precisamos estar atentos a alguns fatores, como fazer alongamento antes de começar a correr, principalmente agora em que a tendência é ficar mais parado.

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Na ideia original, a corrida estacionária pode ser definida como correr no lugar e, devido a esse fator, recomendo um breve alongamento para estimular e colocar os músculos em ação. Primeiramente, pode-se optar por fazer um alongamento dinâmico (com movimentos), pois está relacionado ao tipo de exercício. Após essa etapa, é recomendado fazer um aquecimento leve de pelo menos 5 a 10 minutos com o próprio movimento da corrida estacionária, o qual pode até ser simulando uma caminhada ou marcha, mas com movimentos mais suaves. Depois de seguir esses dois passos, a pessoa pode entrar no ritmo ao qual se pretende fazer o treino em sua totalidade.

Além de manter a forma, a corrida estacionária proporciona benefícios fisiológicos, cardiorrespiratórios e biomecânicos para quem a pratica. Segundo o treinador, por ser um estilo de exercício aeróbico, exige movimentação e contração constante dos músculos, o que melhora a força, a estabilidade, o equilíbrio, a consciência corporal e a flexibilidade muscular. Ademais, ajuda a desenvolver uma parte dos músculos de membros superiores e inferiores do corpo.

Trabalho aeróbico

A prática promove uma melhora para todos os níveis de atletas, pois trabalha muito bem características fisiológicas, elevando os batimentos cardíacos e a ventilação. Com isso, aumenta a capacidade do pulmão na troca gasosa, com bastante entrada e saída de oxigênio, estimulando um aumento de resistência física e uma melhora no volume de oxigênio máximo (VO2max). Porém, para atingir esses benefícios, o exercício deve ser feito corretamente e com o nível de adaptação adequado à característica de cada pessoa.

Os principais grupos musculares utilizados durante esse tipo de exercício são os quadríceps femoral (anterior da coxa), bíceps femoral (posterior da coxa), glúteos, musculatura dos quadris, panturrilha, musculatura da coluna lombar, região torácica, dorsal e ombros. Para ilustrar, o treinador de corrida preparou uma lista de alguns dos benefícios práticos que essa modalidade traz:

  • Ajuda a reduzir a dor nos joelhos, tornando-os mais fortes e saudáveis;
  • Desenvolve o equilíbrio, a agilidade e a coordenação, podendo também reduzir o risco de quedas e lesões;
  • Por envolver os músculos abdominais, ajuda a melhorar a postura;
  • Aumenta a frequência cardíaca, melhorando os níveis de açúcar no sangue;
  • Reflete em uma queima de calorias e gordura, auxiliando na perda de peso;
  • Potencializa a função cardiovascular, fazendo com que a capacidade pulmonar e a circulação também aumentem;
  • Queima de 80 a 100 calorias a cada dez minutos.

Comparação com a corrida tradicional: calorias

A diferença principal da corrida estacionária para a tradicional é que na primeira se corre parado no mesmo lugar, fazendo um grande uso da ponta dos pés durante todo exercício, o que força mais músculos da panturrilha.

Trabalho de fortalecimento

Além da panturrilha, há um grande fortalecimento na região do tornozelo, afinal, como não há deslocamento, fica muito difícil simular a corrida tradicional, visto que a biomecânica desse movimento se torna diferente do que chamamos de marcha postural da corrida, na qual ocorre o deslocamento e a troca de muitas passadas com um maior giro de pernas.

Sabemos que a corrida tradicional envolve uma grande perda calórica, podendo ser maior ou menor de acordo com ritmo do corredor, com a distância percorrida e com o local escolhido. Mas e a corrida estacionária? Qual a diferença de gasto energético entre as duas modalidades? A queima calórica envolve muito o nível de metabolismo de cada indivíduo, porém é possível trabalhar com hipóteses.

A corrida estacionária queima em média entre 80 e 100 calorias a cada 10 minutos de execução em um ritmo médio, podendo ser maior ou menor de acordo com o a intensidade e a temperatura no ambiente onde se executa o exercício. Além disso, quanto mais bem condicionada é a pessoa, maior será seu ritmo e, portanto, o gasto calórico será maior.

Já na corrida tradicional, a pessoa queima em média entre 110 a 150 calorias a cada 10 minutos de execução em um ritmo médio, o que consiste em torno de 10 km/h, podendo variar de acordo com o tempo, a distância, o tipo de terreno, a velocidade e outras variáveis de cada atleta.

É importante ressaltar que todos esses valores de queima calórica são estimados e não especificam o individual de cada atleta, como peso, faixa etária e ritmo.

 

Quer saber mais sobre trabalho de fortalecimento e aeróbico, acesse o link: www.youtube.com/user/luistavares