Eu sou o Cícero Damasceno, corredor ultramaratonista

Tivemos várias oportunidades de encontrar com o Cícero, nas corridas que faziamos no Rio de Janeiro. Uma figura icônica, sempre envolto com a bandeira do Brasil, como se fosse sua segunda pele.

Contar a historia dele foi uma dupla gratificação, primeira porque como nordestino, consegue provar por “a mais b” o que dizia Euclides da Cunha: “o nordestino é antes, de tudo, um forte”; segundo, porque sua historia é um balsamo para estes tempos tão estranhos.

Leiam e se deliciem com seu linguajar mais que peculiar.

Quem sou eu

 

Esse sujeitinho, sou eu

Sou um cara corajoso, meio doido, que pensa nas outras pessoas. Quero sempre o bem. Sou um cara cheio de alegria e um poder psicológico muito grande. Quando entro em um projeto dou 1.000% de mim. Procuro sempre ser amigo das pessoas, em quaisquer circunstâncias.

Nasci em Santa Quitéria, Ceará, na fazenda da Permuta em 21 de janeiro de 1962, em um dia de domingo 10:15 da manhã de parto normal e com parteira. Onde nasci, médico era um luxo que não podíamos pagar.

 

Eu e a corrida

Corrida para mim é saúde, liberdade! É como se o mundo fosse todo meu! É divino, é uma terapia e eu me transformo.

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Desde que comecei a correr, ela mudou meu astral, minha saúde, meu círculo de amizade, meus domingos! Mudou a minha vida, só me agregou valores, bons valores. Mudou minha vida para melhor, hoje não sei viver sem correr. Todo mundo tem um vício, uns gostam de assistir televisão, outros de missa, outros de cinema, outros de praia e assim por diante. Para mim, ela é meu melhor vicio, eita vicio bom danado….

 Eu e a infância

Meu pai e minha mãe

Meus pais eram maravilhosos, muito alegres e bondosos. Formamos uma família muito grande, como são as famílias nordestinas. A gente nasce já pronto para ajudar os pais. Fomos 10 irmãos e mais 15 irmãos de criação, irmãos adotivos como falamos lá no Ceará. Minha mãe sempre estava pronta para ajudar alguma família com necessidade e se fosse preciso, adotava. E ainda ajudava a família deles. Aprendi muito com eles.

E tem mais, se a gente fosse comer um pedaço de Rapadura ou biscoito que agente chamava de bolacha tinha que dividir com eles. Até hoje eles são como irmão de verdade, mesmo porque irmão é aquele que a gente aprendeu a gostar. Ainda lembro do nome de alguns, foram tantos:  Anastácio, Conceição, Antônia, Francisco, Valdemar, Salomé, Nascimento, Gregório e ainda teve um senhor de idade que ficou lá em casa até morrer, O nome do senhor era Antonio Hermógenes. Passou tanta gente lá em casa…

A casa que nasci, na Fazenda Permuta

Tive uma infância feliz. Passei toda minha infância na fazenda e tudo era feito a pé ou correndo. Sai feito besta atrás de cabritos, ovelhas e vacas quando se perdiam.

Minha primeira noção de aula foi debaixo de um pé de oiticica, pode crer, arvore típica do Nordeste.

A primeira escola de verdade foi muito legal. A gente ia todo dia a pé. Devia dar uns 15kms de caminhada todos os dias: era 7,5km para ir e 7,5km para voltar. Os bancos eram duas toras de madeira assentado em 4 forquilhas. As meninas de um lado e os meninos do outro. Não tinha livro.  Os cadernos eram aquelas folhas de papel com linhas. E quando tinha a Tabuada, era um alvoroço: a professora perguntava 3 x 7 aí não sabia, perguntava a outro e se ele acertava batia o bolo na mão dos que não sabia. Para não apanhar de palmatoria tinha outro castigo: ficar de joelho no meio do sol e na areia quente. Eita sufoco (risos)

Foi aqui que aprendi as primeiras letras

O nome da professora era Dulce e ela dava aula de todas as matérias inclusive Religião, ela faz parte da minha história gente da melhor qualidade.

Para ir estudar na cidade, no início eu ia a pé, depois de jegue, só que pelava a bunda toda. Aí no outro dia maguava e aí eu preferia ir a pé mesmo. Depois minha mãe comprou uma bicicleta e o meu irmão Manoel ia me levar, só que ele não tinha muita força e tinha bastante subida. Eu andava mais a pé do que de bicicleta. Tomei ciência e aprendi a andar de bicicleta aí melhorou. Meus avô paterno também gostava de caminhar: sai da Fazenda Permuta e ia a pé, 130 km, até o Canindé.

Depois minha irmã foi morar na cidade para os filhos dela estudar. Neste período ficava por lá e lá só vinha para fazenda no fim de semana. Na cidade só estudava eu, os outros ficaram estudando na oiticica.

Alguns de meus irmãos

Meu pai trabalhava na roça com os trabalhadores da Fazenda. Procurava ajudar todo mundo, era muito divertido e correto, cumpria à risca com seus deveres, se falasse alguma coisa era isso e ponto final. Gostava de plantar árvores. Aprendi com ele: toda vez que a gente ia comer uma fruta guardava a sementes para plantar! Ele dizia que árvore é vida!!

Ele fazia questão de levar a gente para trabalhar nas plantações de milho, feijão, algodão, abóbora, melancia, melão, mamão, a gente plantava bastante Fruta do Conde, eita fruta gostosa!

Minha mãe era parteira. Tinha afilhado que não acabava mais. Não cobrava nada, era tudo grátis e quem movimentava o dinheiro lá em casa era ela. Tudo o que o papai recebia, deixava com ela. Ajudou muita gente. Pagava remédio para os pobres e dava comida pra todo mundo.

Certa vez, no Canindé, uma mulher do Maranhão foi pagar promessas a São Francisco e na igreja entrou em trabalho de parto. Ela não se fez de roga e fez o parto ali mesmo. Não tinha um pano para enrolar a criança, ela tirou a saia que usava por baixo do vestido, enrolou a criança, aí a mulher, mãe da criança, deu para ela ser madrinha. Ela aceitou e batizaram ali mesmo.

Ela era muito católica e colocou meu nome de Cícero para eu ser padre, mas não ia poder casar aí saí fora (risos). Minha mãe era parente do  Bezerra de Menezes, sabe quem é? Olha minha mãe deixou uma história muito bonita! No dia do enterro dela eu peguei o terço que ela rezava e nos meus Desafios eu uso ele! É como se ela estivesse comigo, nossa (!!!!) minha mãe era tudo para mim!

Uma pessoa especial

Vanderlei Cordeiro de Lima, para mim é fera pela história, pela garra e pela humildade. É um brasileiro que tem meu maior respeito.

Um ídolo

Tenho sim, um ídolo. O eterno Ayrton Senna da Silva um cara que tinha orgulho de ser brasileiro com garra determinação, ele é minha fonte de inspiração corro com a bandeira do Brasil por sua causa fui correr uma corrida do trabalhador quando cheguei em casa o povo chorando que ele tinha morrido daí fui fazer uma homenagem a eles e não parei mais.

As corridas

Eu jogava bola, mas me machucava muito um dia vi uma corrida dos correios e fui lá correr, achei muito legal aí não parei mais graças a Deus já são 32 anos de amor as corridas de ruas

Eu e corredores anônimos

Nunca fui competitivo sou de resistência, quando era mais novo fiz bastante corridas legais como Maratona de São Paulo, Maratona do Trabalhador que depois virou Meia Maratona teve no Rio Maratonas dos Bairros, quem patrocinava era J. do Brasil e Manchete.

Graças a Deus nunca me lesionei não, e se precisar corro todos os dias.

Rapaz são muitas vou ficar te devendo porque eu não conto mais não, são bastante nem sei como contar, pois, muitas não tinham medalhas aí não sei, desculpa a todos.

Algumas sou convidado, sempre escolho as principais Maratonas, Meia Maratonas e sempre as maiores distancias hoje corro para me divertir.

 Minha preparação para uma corrida

 

Dona Eugênia

Treino sempre um dia outro não, me preparo psicologicamente. Como carne duas vezes ao mês e bebo um suco que inventei há 25 anos, o que me deixa muito bem em resistência. 02 Laranjas, pedaço de beterraba, inhame de batata doce, cenoura, meio tomate, uma folha de couve, 1 limão e 1 dente de alho. Em corrida mais longa uso rapadura, que é energia rápida, gosto de ovo cozido, abacate tudo mais natural possível.

Dona Eugênia foi minha primeira professora de educação física. Foi ela que me botou pra correr e nada!!! Devo muito a ela, principalmente o gosto pela corrida. Mas acho que isso já estava na pele (risos)

O sonho de corredor

Tem a da Disney são 4 provas, de quinta a domingo: primeiro dia você corre 5km, no segundo dia você corre 10km, no terceiro dia você corre 21km e no quarto e último dia você corre 42km.  Quero fazer o “Caminho de Santiago de Compostela”, 830km.Dizem que é muito divino, um dia vou lá com certeza.

Correr é turistar

Muito legal isso, vai ser o futuro das corridas porque as corridas mechem com muitas coisas. Fizeram uma corrida na minha cidade em minha homenagem os salões de beleza lotaram, hotéis e assim por diante, isso é maravilhoso para a economia do país.

O Rio de Janeiro me adotou

Não estava nos meus planos morar fora de Santa Quitéria. Um dia meu irmão Lucas perguntou se eu não topava ir para o Rio de janeiro. Ele já morava por lá.

Pensei, pensei e um dia saímos igual a caravana para Canindé: eu, meu sobrinho João Torres, o Jose Arteiro, meu outro irmão e meu irmão Lucas que é cozinheiro no “Lamole Restaurante”.

Cheguei aqui no final de 77. Minha adaptação foi dura, um verdadeiro desafio! Quem me convenceu a vir foi meu irmão que era cozinheiro no “Lamole Restaurante”. Já por aqui fui trabalhar lá, com meu irmão, lavando pratos, depois fui trabalhar de apontador em uma obra e não saí mais da obra. Hoje sou Mestre de Obras na “Meta Construções” há bastante tempo.

Quando cheguei pensei em estudar, queria fazer Engenharia, mas quando fui me matricular e vi que tinha que pagar 4 milhões e 500 00 mil e quinhentos cruzeiros. Aí fiz uma conta rápida, em 5 anos para me formar falei para a diretora vou guardar esse dinheiro no final de 5 anos já mim chamo de Dr… aí não estudei mais. Eu trabalho em obras ha 41 anos.

Tinha dia que eu chorava de saudades da minha mãe, do meu pai, do meu cachorro. Eu me via como dizia a música do Luis Gonzaga, “Triste Partida” .  Mas, como na vida tudo tem um preço eu paguei e sempre com uma frase: vence quem não desiste. vamos que vamos, com Deus no comando sempre!

Família e trabalho

Minha família, meu porto seguro

Minha esposa, Tania de Maria de Farias Damasceno, conheci no Ceará. Fui a um forró, em Hidrolândia e conheci ela. Quando a vi, tive a certeza que ela era a mulher da minha vida.  Namoramos 6 meses e aí fui casar lá no Ceará. Quando chegamos aqui ela trabalhou 8 anos em uma loja de Roupas, depois que nasceu a Vitória de Farias Damasceno e o Davi de Farias Damasceno, saiu do emprego e ficou trabalhando só em casa. É uma pessoa e mãe maravilhosa, muito católica, amiga e minha parceira de vida.

Tenho um casal de filhos. A Vitoria foi quem nasceu primeiro, ano que vem se forma em Arquitetura e Urbanismo. Quando vi a carinha dela, foi uma coisa sem explicação, muito emocionante. Aí veio o Davi!  São minha vida fora do meu coração, são meu tudo! Eles são meus maiores desafios e minhas maiores conquistas e bençãos!

Sou casado a 33 anos, no dia 12 de julho de 1987, na Igreja Matriz de Hidrolândia, pelo Padre Ximenes, as 19 horas. Acho que sou um bom pai e um bom esposo, tento fazer sempre o melhor em prol da minha família.

A corrida desafiadora

Teve uma que corri com dor de garganta e febre e chovia muito foi uma maratona aqui no Rio de Janeiro essa foi brabo, mas fui até o fim porque ninguém vence quem não desiste e nessas horas que você vê quem é mais forte do que imagina, no final eu estava no limite, mas deus tudo certo.

O que me inspirou a fazer esse desafio Rio de janeiro x Santa Quitéria

Eu gosto de desafios, diziam que era impossível e não existe impossível até ser feito. Queria fazer uma homenagem ao Ayrton Senna e a todos os brasileiros que estão em cadeira de rodas, em leitos de hospitais, que querem dar um passo e não podem.

Meu maior desafio

Botei na cabeça que ia. Todos diziam que era impossível que eu ia morrer. A minha esposa ameaçou me abandonar se eu fosse. E se fosse não precisava mais voltar. Aí eu falei sem problemas, vou assim mesmo. Veio um irmão do Ceará para me convencer a não ir. Fizeram uma reunião, aí eu falei: “só tem um jeito de eu não ir, se eu morrer até o dia da partida”. Primeiro de maio, dia que o Senna morreu. Olha quando vi que estava chegando o dia, foi muito legal. Tive o apoio de dois amigos: irmão Aldair Júnior e Hermeson Hater e o motorista Flávio que foi comigo até o final. Gratidão eterna a todos.

Eu me preparei durante 5 anos, correndo sem beber água até meio dia para testar a resistência.

Ficar na estrada foi maravilhoso, divino, eu rezava muito, toda cruz que via na estrada era um momento e motivo de contemplação. Me divertia comigo mesmo, era como se fosse dois Cíceros. Cantava as músicas do Renato Teixeira “ando devagar porque já tive pressa.” Foi muito hilário no final, muitas histórias para contar que vai para o livro que será editado.

Na estrada tive o apoio da Polícia Rodoviária Federal de Camacan, Bahia, o Donato, fundamental para minha segurança e de outras pessoas, Karina Brandt e Vitor Luna, gratidão a todos. Não sabia, mas a Policia Rodoviária Federal tem uma equipe que atua em todo o Brasil com o nome de “Fosseis do Asfalto”, dando todo tipo de apoio. Hoje eu faço parte como convidado.

A chegada foi divina, parece que Deus também apareceu para me dar os parabéns: tinha um arco íris no céu!

E gente, meu Deus! Tinha uns 3 kms de gente que me agarravam, me beijavam. Tinha televisão, rádio, entrevista. Jamais vou esquecer! A cidade parou! Tinha gente de todas as cidades do Ceará, Sobral, Fortaleza, Hidrolândia, Ipu, Ipueiras, Guaraciaba do Norte, era um tumulto só.  Estavam também esperando minha chegada o Hermeson Hater, Davi e dona Neda que foram aqui do Rio, nossa muito legal, gostei!

Minha esposa, Vitoria e Davi

Minha família estava muito feliz com o feito, muitos extasiados, gritavam meu nome e no som de carros, banda de música como “Tema da Vitória do Ayrton Senna”, nossa, foi de arrepiar! Mas o momento mais emocionalmente foi quando estava chegando em frente a Igreja Matriz e minha filha me olha e diz pai estou orgulhoso de você, aí meu amigo chorei de emoção!!!

E lá estava toda minha família! Cara, toda minha família de Santa Quitéria estava presente. Minha família do Rio. E olha que minha família não é pequena, é gente demais! Foi maravilhoso! Nem em sonho eu imaginava! Agora, o preço foi alto, mas valeu a pena: o cansaço, o estrago foi grande, sem unhas, sem o Coronel debaixo do pé, mas valeu a pena!

Vai ter mais desafios e mais plantação de árvores.

Durante o percurso teve vários casos dignos de contar.

Um garoto que ficou 5 dias na beira da estrada me esperando e vendendo milho assado no aro de caminhão e que já estava correndo no colégio e ganhando medalhas e que corria por minha causa.

Teve um deficiente visual que queria me conhecer na estrada, que ouviu uma entrevista e queria saber como eu era, pediu para passar a mão no meu rosto, na minha cabeça, aí depois falou vai com Deus, exatamente como eu pensei: agora poço morrer feliz ,ele falou!

Sai dalí chorando, aos prantos, feito uma criança, como estou agora! Mais aquela cena me encheu de energia boa, aquela pessoa me reabasteceu!

E teve outra:

Eu cheguei em uma cidade, a moça desceu de uma moto grandona e botou as mãos na cintura e falou: eu pensei que era um cara novo bombadão e é um velho!

Aí eu falei: moça, velho não, sou testemunha dos tempos. Aí todo mundo riu! Depois ela veio pedir desculpas!

Teve árvores que plantei a tarde e a noite roubaram, roubaram árvores do carro porque virou um troféu todos queriam! Foi maravilhoso, coisas de Deus!

As corridas mais difíceis

Foram as do início lá atrás não tinha água, tinha que levar uma esponja para se molhar e no final era um tambor de 200 litros de limonada, não tinha medalhas para todo mundo nem camisas, era bem rustico os tênis eram horríveis, hoje os piores tênis era melhor do que daquela época, hoje os tênis são um luxo.

Os conselhos para quem está começando agora

Que sejam bem vindos a esse mundo maravilhoso de corridas de rua, eles vão colher bastante saúde e muitas amizades tem sofrimentos, mas tem muitas alegrias e que isso vicia comecei a 32 anos e não parei mais e ainda vão me aturar muitos anos por ai pois amo correr e quem ama o que faz nunca cansa.

E daqui a 10 anos

Eu espero está correndo se Deus permitir quero que as corridas envelheçam comigo, eu amo correr é minha terapia sou muito grato a Deus por isso.

Os próximas desafios

Eu gosto de desafios diziam que era impossível e não existe impossível até ser feito e eu queria homenagear o Senna e a todos os brasileiros que estão em cadeira de rodas e em leitos de hospitais, que querem dar um passo e não podem.

Eu me preparei 5 anos correndo sem beber água até meio dia para testar a resistência e ficar na estrada foi maravilhoso, divino eu rezava muito toda cruz que via na estrada, me divertia comigo mesmo era como se fosse dois Ciceros, cantava as músicas do Renato Teixeira, “ando devagar porque já tive pressa.” Foi muito hilario no final, muitas histórias para contar que vai para o livro que será editado.

Vai ter uma bem grande deve dar uns 5.000kms, estou vendo ainda e vou plantar arvores a cada 25kms correndo 50km por dia. Tenho um projeto de plantar arvores em todos os estados brasileiros e depois em todas as cidades, se Deus assim permitir.

O meu legado

Quero deixar bastante arvores plantadas, hoje tenho umas 20.000 arvores plantadas e doadas. Bastante medalhas e troféus no Museu Cicero Damasceno no Ceará para o povo ver e inspirar mais corredores, quem deixa histórias nunca morre porque o ser humano morre 3 vezes: 1ª fisicamente, deixa de andar; 2ª Visualmente, depois de enterrado; 3ª Esquecimento, mas se deixar uma história, não morre nunca.

O meu apoio é Deus e eu mesmo não tive apoio financeiro nenhum, faço tudo por amor, dou palestra e não cobro nada.

 

Gratidão a todos que lerem, um beijo no coração de cada um e que Deus ilumine e abençoe a todos. Como eu sempre falo “Eu sei o que eu quero, mas é Deus sabe o que eu preciso”, preciso de vocês. Estamos juntos sempre.