Desidratação leve prejudica o desempenho esportivo

O artigo publicado no Medicine and Science in Sports and Exercise sobre suor e reposição de líquidos nas atividades físicas, pode ajudar a você, esportista.

Perder muito líquido através da sudorese fazendo exercício nos dias mais quentes do verão é quase inevitável. A consequência é a desidratação, que pode ser calculada fazendo uma conta simples. Subtraindo o peso pós-exercício do peso pré-atividade física, temos a diferença que reflete o quanto de líquido perdemos sem reposição.

Expressando esta diferença como um percentual do peso pré-exercícios, estamos calculando o percentual de desidratação. Dando um exemplo simples, podemos considerar uma situação bastante comum para quem por exemplo faz uma corrida de 10 km em um dia quente. Um indivíduo de 70 kg, como expressão do peso inicial, termina seu treino com 68,5 kg tendo, portanto, perdido sem reposição 1,5 litros de suor.

 

Vale a pena ter uma preocupação maior com a reposição de líquidos nos dias mais quentes

 

Esta situação é bastante comum nos dias mais quentes do nosso verão. A pergunta é se esta desidratação leve prejudica uma melhor performance. Em outras palavras, a questão é considerar que se nosso indivíduo tivesse ingerido líquidos durante estes 10 km, seu desempenho físico seria melhor, ou se essa aparentemente leve desidratação não apresenta nenhum efeito negativo.

Na realidade, esta é uma discussão muito antiga na área das ciências do esporte. No exemplo citado, nosso corredor se desidratou em 2,14%, o que caracteriza uma desidratação leve. Para discutir este ponto, é sempre oportuno recorrer a pesquisas mais recentes que possam apresentar evidências confiáveis.

Um artigo publicado no Medicine and Science in Sports and Exercise, que é a revista oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva, estudou exatamente esta questão. Os pesquisadores avaliaram o efeito de uma desidratação leve em um grupo de ciclistas e mensuraram a performance dos atletas comparando com um estado ideal de reposição de líquidos que evitasse qualquer grau de desidratação.

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Os resultados apontaram que mesmo uma desidratação inferior a 2% tinha um impacto significativo no desempenho, reduzindo de 7% a 10% a performance dos ciclistas. Portanto, parece realmente valer a pena ter uma preocupação maior com a reposição de líquidos nos dias mais quentes, quando é muito frequente uma desidratação desse grau, com o agravante de que praticamente não se tem a percepção do fato.

 

Redação