O ácido láctico, esse vilão

Todo corredor conhece este nome: ÁCIDO LACTICO: o ácido láctico é produto do mecanismo anaeróbico que traz desconforto e fadiga e é um dos maiores vilões dos atletas durante uma prova.

Podemos até considerar que seja ele o maior vilão do desempenho na corrida. Pelo menos é assim que a maioria o considera. Seu acúmulo provoca aquela sensação de desconforto dando início a um aumento exagerado da respiração, além de provocar nos músculos uma dor em queimação que é o prenúncio da fadiga.

O aumento exagerado da respiração ocorre porque o corpo tenta eliminar o excesso de ácido láctico que se transforma em gás carbônico (CO2) pela reação com o bicarbonato. Como o CO2 é eliminado pela respiração, passa a ser ajustado um ritmo respiratório mais acelerado, que inclusive prejudica a comunicação verbal.

O ácido láctico é um produto do metabolismo anaeróbico que de fato traz desconforto e fadiga. Entretanto, ele é um importante fator de proteção que sinaliza quando atingimos uma intensidade crítica de exercício que não somos capazes de tolerar por tempo prolongado.

O corredor intuitivamente procura sempre ajustar seu ritmo de corrida no limiar de intensidade que antecede o acúmulo de ácido láctico quando se trata de manter um ritmo constante por um tempo mais prolongado. Este limite a ciência definiu como limiar anaeróbico.

Este limite crítico é o resultado de um momento em que a velocidade de produção de ácido láctico excede a capacidade de remoção, iniciando um acúmulo. Ele é caracterizado por uma velocidade crítica e por uma determinada frequência cardíaca.

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Administre a sua corrida

 

Numa prova de rua em que o percurso apresenta grandes alternâncias de inclinação, o que consequentemente altera a intensidade de esforço se mantida a mesma velocidade. Um dos grandes desafios do corredor passa a ser sempre ajustar esta intensidade para se manter abaixo do limiar anaeróbico, evitando acúmulo de ácido láctico precocemente.

Quando por força das circunstâncias este acúmulo acontece é preciso reduzir o ritmo para conseguir remover o ácido láctico e depois retomar um ritmo mais forte no limite do limiar. É o momento mais difícil, na medida em que o corredor tem que administrar a velocidade de corrida na subida para poder tolerar o acúmulo de ácido láctico que venha a ocorrer, conseguindo suportar o desconforto até o final da prova.

Para isso, é importante iniciar o trecho da subida sem acúmulo anterior de ácido láctico, deixando para este trecho final uma “reserva de tolerância” que permita chegar bem.

 

By Redação e consultoria de Heroi Fung