Uma senhora de 92 anos que corre como uma menina

Cada dia mais e mais pessoas decidem sair do sofá, acorda cedo e enfrentar chuva, frio e sol para correr nas ruas de quaisquer cidades do mundo.

A corrida, por ser um esporte humanamente democrático, vem atraindo pessoas de todas as idades e com isso, vemos pessoas da terceira idade se aventurando nessa prática e essa aventura deixa de ser um mero esporte para se tornar um estilo de vida.

Eu e meu netinho.

Quer se surpreender, então leia a entrevista da Dona Aldemira Adão, uma jovem senhora de 92 anos que encontrou na corrida a fórmula para continuar vivendo depois do falecimento de seu esposo.

Sangue de Corredor: Quando e onde a senhora nasceu?

Aldemira Adão: Eu nasci em Cachoeiro de Itapemirim, mas minha família reside a maioria no Quilombo Monte Alegre que fica em Pacotuba distrito de nossa cidade.

Sangue de Corredor: Como foi a sua infância?

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Aldemira Adão: Minha infância foi trabalhosa, muito tempo na lavoura até que vim pra cidade e comecei a trabalhar em casa de família até me aposentar.

Sangue de Corredor: Como sua família ver sua disposição para a corrida?

Aldemira Adão: Eles veem com bons olhos, sabem que isso me deixa ativa e mesmos que eles não gostassem eu continuaria porque isso me faz muito bem tanto físico quanto mental.

Sangue de Corredor: Por que a senhora começou a correr?

Aldemira Adão:  Olha, eu comecei a correr depois da morte do meu esposo, estava muito precisando de algo pra me ocupar e foi num grupo de convivência da terceira idade que conheci muitas pessoas, ai iriamos fazer uma caminhada e comecei a correr e não parei mais.

Na realidade não foi nada planejado. Foi tudo muito natural, consegui muitos amigos e fui campeã Estadual na categoria atletismo da terceira idade!

Sangue de Corredor: O que é a corrida para a senhora?

Aldemira Adão: A corrida pra mim hoje é justamente meu pilar em termos de saúde física e mental, acredito que se não fosse a corrida talvez já teria até morrido!

se não fosse a corrida talvez já estivesse morrido…

Sangue de Corredor: Desde quando a senhora começou a correr?

Aldemira Adão: Então, comecei depois do falecimento do meu esposo aos 75 anos!

Sangue de Corredor: Qual é o tamanho da emoção que a senhora sente quando está na linha de largada e quando cruza a linha de chegada?

Aldemira Adão: Sempre dá aquela ansiedade, uma sensação de dever comprido e tem sempre que terminar com meus pulinhos! Kkkkk

Sangue de Corredor: O que as pessoas, normalmente, falam para a senhora sobre sua disposição de correr?

Aldemira Adão: Primeiro falam que eu sou doida!( kkkk), que é pra mim parar de ficar inventando moda e descansar. Outras me incentivam e usam essa minha disposição pra sair do comodismo, é bem lega!

Sangue de Corredor: Como é correr aos 92 anos?

Aldemira Adão :Olha não é fácil!  92 não é 29 anos! (kkkkk), eu não faço dieta e como de tudo, não tenho treinador (além do meu neto David que está sempre comigo!) , e pretendo continuar por muito tempo até Deus quiser.

Sangue de Corredor: Qual foi a sua fórmula para chegar a essa idade ainda correndo?

Aldemira Adão: não existe fórmula mágica pra isso! Acredito que o que realmente faz eu continuar é não desistir de viver, não se entregar e continuar vivendo, aproveitar cada momento pois são só momentos que temos e por isso precisamos aproveita-los, não reclamar da vida e ter sempre um sorriso no rosto ajuda muito também! kkkkk

 

Matéria intermediada pelo corredor  Elvis  David