Fraqueza nas pernas: previna-se

Apesar de ser bastante frequente na população com idade mais avançada, a fraqueza nas pernas não é normal, portanto, sua origem deve ser investigada. Somente após o diagnóstico correto da patologia se pode saber as opções terapêuticas e o prognóstico. Entenda:

Tipos de fraquezas nas pernas

Existem dois tipos de claudicação, uma de origem vascular/circulatória (claudicação intermitente) e outra neurológica (claudicação neurogênica).

Claudicação intermitente

Corresponde a uma sensação dolorosa em uma ou em ambas as pernas que ocorre durante exercícios ou caminhadas, como resultado de um déficit de suprimento muscular de oxigênio.

A causa mais importante de claudicação intermitente é a insuficiência circulatória causada pelo estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores por placas de gordura ou ateromas (doença arterial obstrutiva periférica), em geral devido à arteriosclerose.

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A dor de origem vascular não é agravada simplesmente pela postura vertical e não se altera com os movimentos da coluna lombar. Na claudicação vascular o indivíduo exibe outras alterações características de doença arterial, como ausência de pulsos e alterações da pele.

Claudicação neurogênica

A fraqueza nas pernas neurogênica, que acontece por um estreitamento do canal vertebral levando à compressão de raízes nervosas, deve ser diferenciada da claudicação intermitente.

Na intermitente, uma dor muscular surge se o indivíduo tiver percorrido uma determinada distância, obrigando-o a parar por alguns minutos. Esse alívio após a interrupção da marcha é bem mais rápido, variando de um a três minutos na primeira e de cinco a vinte minutos na segunda.

Na coluna, o problema mais comum que ocasiona a claudicação é a estenose do canal. Os problemas crônicos na coluna (desgaste do disco intervertebral, bico-de-papagaio), progridem e ocasionam a diminuição do diâmetro interno do canal vertebral aonde estão localizadas as estruturas neurais (medula e nervos) responsáveis pelos movimentos das pernas. Ocorre aumento das articulações posteriores e hipertrofia ligamentar com compressão interna.

Afeta pacientes em geral acima dos 65 anos de idade e os principais sintomas são dor, “formigamento” e fraqueza nas pernas, podendo ser extremamente limitantes porque restringem a mobilidade, comprometendo muito a qualidade de vida. Existem outras patologias que também podem causar estes mesmos sintomas, tais como tumores medulares e metástases (câncer), mas são menos frequentes.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio da história clínica, exame físico e exames de imagem, sendo a ressonância magnética o mais importante.

Tratamento

O tratamento depende do grau de estreitamento do canal medular e da intensidade dos sintomas dolorosos. Nos casos com estreitamento menor do que 50%, o tratamento medicamentoso e fisioterápico tem bons resultados. Pode-se também aplicar medicamentos no interior da coluna (infiltração ou bloqueio) para alívio dos sintomas.

Quando a estenose é maior do que 50%, o tratamento cirúrgico (descompressão medular) está indicado e apresenta excelentes resultados. Técnicas cirúrgicas mais modernas e menos invasivas permitem a realização dos procedimentos mesmo em pacientes com idade avançada, com menores riscos e melhor período de recuperação.

Prevenção

A prevenção consiste em evitar impacto e excesso de esforço/carga da coluna e praticar exercícios de fortalecimento da musculatura da coluna regularmente.

Procure um médico da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) para avaliar corretamente a fraqueza nas pernas.

Redação