Tendinite tibial: aprenda a tratar e a prevenir

Tendinite tibial posterior é uma lesão muito comum em corredores de longa distância, é uma dor que é sentida sob o tornozelo, na parte interna do pé, e muitas vezes segue até a sola do pé.

Causa dor quando a abdução, supinação ou extensão do pé é realizada, por exemplo, quando andamos na ponta dos pés.

O músculo tibial posterior é um músculo longo localizado na parte de trás da perna, que está localizado no interior do pé. Origina-se na tíbia e na fíbula, e na parte inferior é transformada em um tendão que é inserido em vários ossos da planta do pé.

Tem 3 funções principais; gerar abdução do pé, isto é, faz com que a sola do pé eleve sua borda interna, também ajuda a estabilizar a abóbada plantar, e auxilia na flexão da sola do pé.

É muito importante para um corredor, porque com o tendão de Aquiles nos ajuda a avançar, e é essencial como um amortecedor quando tocamos o solo durante a corrida.

O tratamento

Anúncios

Esta patologia pode ser notada pela aparência de inflamação da bainha que cobre o atrito com a tíbia, tendo dores na área interna que levam à impotência funcional do músculo, ou uma ruptura.

O tratamento desta lesão é feito com:

a) Trabalhe para esticar a área.

b) Massagens.

c) Use modelos de descarga, ataduras funcionais que retornam à sua posição normal.

d) Técnica de punção a seco para remover os pontos de gatilho que o originam – EPI.

Como prevenir

Para evitar essa condição, o importante é evitar uma sobrecarga no tendão. Para isso você deve:

a) Faça exercícios que lhe proporcionem um melhor equilíbrio do movimento do pé durante a corrida.

b) Aumente as cargas de treinamento gradualmente.

c) Fortalecer este músculo

d) Use modelo ou sapatos adequados para o tipo de pegada que você tem.

e) Evite excesso de peso para correr.

Se você sofre com essa dor e quer aprender mais, deixamos este vídeo com exercícios que ajudarão você a evitar essa patologia dolorosa.

Referências: Martín Urrialde, J.A.: Lesões por sobrecarga da tíbia posterior. Avaliação funcional diferencial. Fisioterapia 2004; 26: 319-24, vol.26, nº 06. Retirado em 20 de março de 2012

 

 

Redação