Enilson Rodrigues, o Friend Runners

Quer saber quem eu sou? Eu sou o Enilson Rodrigues de Souza Jr, que hoje completa 37 anos, nascido em Manauara, casado com a Kathleem Samira e pai do Bernardo, 14 anos e do Davi de 5 anos. Formando em Gestão & Marketing e atua há 15 anos na área de Vendas, numa grande empresa nacional do ramo alimentício. Gosta de música que tenha na sua base muita harmonia e faço parte de um projeto chamado “Quarteto Amigos” há 14 Anos.

Eu e minha princesa

Também sou o idealizador do “Canal Friends Runners”, um projeto no Facebook/YouTube que entrevista  “Corredores de Rua”, onde o principal objetivo é conhecer suas boas histórias de vida e das corridas para incentivar outras pessoas a incluir na sua rotina a atividade física e principalmente a Corrida de Rua. Em um pouco mais de um ano já entrevistamos 85 atletas que foram aos “Estúdios do Friends Runners”.

Eu e meu sócio nessa empreitada Marcelo de Paula, fazemos de 3 a 4 LIVES por semana, sempre as 21:00, hora de Manaus, pelo Facebook (@enilsonrodrigues). Como homem de marketing, sempre gostei de ouvir histórias e com o esse projeto, nós damos a oportunidade aos atleta compartilhem seus desafios em detalhes das provas que mais marcaram suas vidas .

Cada convidado traz uma lição de vida diferente e as pessoas se identificam com isso, recebemos muitas mensagens de incentivo do público e isso é como um combustível para continuar contando boas histórias por muito tempo .

Já falei de mim mesmo, agora vamos falar de corridas?

Entrei no mundo das corridas em Outubro de 2016 pela influência involuntária de alguns amigos que já corriam e sempre postam nas redes sociais .

Um dia fui visitar um cliente e tinha que subir alguns degraus, ao subir uns 20 degraus eu mal conseguia respirar direito e senti umas dores no joelho, ali eu pensei: “preciso voltar a fazer uma atividade física e escolhi a corrida”.

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E iniciei uma bateria de exercícios físicos, como fazem grande parte dos corredores iniciantes que de repente se empolgam pela corrida como se não tivesse amanhã. No meu primeiro ano corri literalmente 1.000 kms entre provas e treinos (tudo registrado no app Nike).

Como não tinha um acompanhamento de um profissional, acabei tendo uma lesão no joelho pelo excesso dos treinos

Um dica importante: correr é tudo de bom mas antes de começar a correr, procure sempre um profissional para orientação.

Mesmo com o as dores no joelho continuei correndo pois já tinha algumas provas agendadas como a minha primeira prova de 21km, no Rio de Janeiro. Nunca imaginei que viajaria para uma outra cidade apenas pra correr (coisas que a corrida de forma incrível faz com quem a pratica , conhecer novos lugares pra correr uma prova).

A Meia Maratona foi uma experiência incrível e marcante, a começar pela a entrega dos kits, uma estrutura gigante em um dos shoppings da cidade (não lembro o nome) ,ficamos umas 3 horas no local até pegar os kits, e na saída do local um engarrafamento monstro. Lembro que a direção do Shopping liberou a cancela das saídas devido a demora. Geralmente na minha cidade, Manaus-Am, as corridas mais tradicionais tem em média 1.500 a 2.500 atletas, mas quando vi aquele mar de gente na largada, fiquei impressionado!!

No dia da corrida, o tempo estava bom, sol de verão e com o coração a mil procuramos chegar cedo no local da largada. Antes da largada, encontramos muitos amigos Runners e aproveitamos pra tirar muitas fotos, inclusive nessa turma estava o amigo David Almeida que na ocasião era o Governador interino do Amazonas.

Força e honra.

Quando o locutor fez a contagem regressiva e deu a largada, a festa da alegria começou, o sonho havia começado e era tudo meio mágico: milhares de corredores animados e muitos sorrisos e palavras de incentivo. Fiquei muito contente de ver muitas pessoas na orla da praia de Copacabana incentivando os atletas. Os primeiros 15 km estava muito bem num ritmo lento mas seguindo firme. Durante esse percurso gritei e recebi palavras de incentivo pra continuar firme, “vamos lá, falta pouco, você consegue“. Ao entrar no Aterro do Flamengo e ver o Pão de Açúcar e atrás de mim o Corcovado com o Cristo de braços abertos me abraçando, foi um sonho real!!!

Passando o Km 17 comecei a ver o pórtico e pensei que já era a chegada kkkkk. Ocorre que essa meia você segue em uma pista e faz o retorno após a Marina da Gloria para cruzar a linha de chegada. Então, do outro lado já via os atletas voltando, quando cheguei na altura do pórtico estava marcando 18km, vi um movimento de ambulâncias e algumas pessoas passando mal, com câimbras outras desmaiando, mas vi muita gente solidária ajudando e dando suporte a esses atletas até chegar a ajuda dos profissionais.

Me concentrei novamente na prova pois havia ainda 3 km (que foram os mais longos da vida kkkkk) pra percorrer . A prova foi um grande desafio e foi bom de mais. Quando cruzei a linha de chegada um sentimento de conquista estava exalando através do sorriso largo e das lágrimas.

Correr essa Meia Maratona no Rio foi uma experiência ótima

Outro desafio que me marcou muito foi encarar os 42km 195 M para me tornar um Maratonista .

Em 2018 a Togoal Sports encarou o super desafio de organizar a “1° Maratona Internacional Henrique Archer Pinto”, em Manaus e eu não perdi a chance de fazer parte dessa história (Tenho a sensação que a “Maratona de Manaus”, em 5 a 10 anos, será umas das maiores provas do Brasil ) .

Logo no início de Janeiro procurei uma assessoria pra me ajudar na preparação e escolhi o Prof Mário Marques, me juntei a outros atletas da assessoria que também tinham como objetivo correr a Maratona de Manaus. Mas o sonho de ser uma Maratonista não e fácil, os treinos são puxados e com maior volume, é preciso uma disciplina firme para não comprometer a preparação e foi justamente aí que eu pequei. Infelizmente com os treinamentos as dores no joelho foram aumentando até que em Julho eu resolvi parar 100% dos treinamentos (fiquei exatos 30 dias off).

O Canal Friends Runners: com amigos.

Após o período off eu recomecei os treinamentos com o acompanhamento de grandes profissionais, que sem o trabalho deles não seria possível conseguir. A “Profa. Deise Leão”, do Studio Run, me ajudou muito a fazer um trabalho de fortalecimento específico para a prova. O “Dr. Ney Lima”, da Clínica Fluxo, perdi as contas de quantas sessões de fisioterapia fiz com ele. Estava numa viagem em Rondônia, na Cidade de Cacoal, e eu tinha a planilha de rodagem de 25 km. E pernas pra que te quero: dois novos amigos que nunca tinham corrido mais de 15 km nesse dia me acompanharam, nesse treino e como eu não levei o tênis adequado, acabei perdendo uma unha kkkkkkkk (ossos do ofício!).

Os treinos mais longos sempre fiz sozinho com o suporte exclusivo da minha esposa Kathleem e do amigo Marcelo: saiamos de casa bem cedo às 5:00 aos domingos pra pagar esse treinos. Meu maior desafio nos treinamentos foi fazer os primeiros 30 km da vida, foi duro, mas consegui!

Chegou o dia da prova e aquele seria um dia único na minha vida! Afinal estava indo realizar mais um sonho. Tinha treinado muito apesar do joelho.

Lembro que a noite foi bem curta, a ansiedade estava nível hard, saímos de casa às 3:30 para o local da largada . Ao chegar no local já peguei o meu telefone (como sempre faço antes das Corridas que participo) e fiz uma LIVE pelo Facebook, conversando com os atletas e entrando no clima da prova. Aquela era uma Largada diferente, pois os atletas estavam super concentrados, afinal era a primeira Maratona de muitos que ali estavam .

Foi dada a largada e o coração quase explodiu mas segui em frente: começamos a percorrer o centro histórico de Manaus, passando pelo Mercado Adolpho Lisboa, a Feira da Banana, Escadaria, Teatro Amazonas, Parque Jeferson Peres e outros pontos turísticos da cidade. Cada ponto que passava era como se tivesse encontrado um velho amigo, uma sensação de êxtase! E fui…

Ainda faltavam meros 30km para terminar a Maratona

Na medida que íamos passando por esses pontos a prova estava se desenrolando, passamos pelo 1° ponto de hidratação numa animação total. É muito bom encontrar os amigos no percurso e isso vinha acontecendo a todo o instante, um passando ao outro uma energia invisível através das palavras, gestos, olhar. Passamos as placas dos 5 e 10 km ainda na região central da cidade e seguimos rumo a “Arena da Amazônia” onde era o km 17 e um ponto de grande movimento pois alí era a chegada de quem faria essa distância .

Minha fiel escudeira, Kath estava ali, escutei ela gritando meu nome, 1 km depois de passar por esse ponto eu pensei em abandonar a prova, foram alguns minutos de luta interna ,continuei seguindo e ao chegar no Carrefour km 18, era uma ladeira , ali encontrei o amigo Jayme David (Jayme é um atleta cadeirante), mesmo muito cansado perguntei se ele precisava de ajuda, já que ele estava utilizando apenas as mãos para empurrar a sua cadeira que ia subindo bem lentamente, ele me respondeu que eu não poderia ajudá-lo e disse que suas mãos estavam muito machucada , mas que só iria parar na linha de chegada. Aquilo era a Motivação que eu precisava pra seguir .

Alguns amigos que a corrida me deu.

Estava no KM 19 e um carro parou no acostamento e um amigo desceu e me deu um bom pedaço de Melancia (valeu Professor Alan Dangelo), dei umas boas bocadas e passei ao amigo Valter Jr que acabara de encontrar na prova. O clima estava bom até esse km começando a esquentar, mas as nuvens carregadas de chuvas começaram a invadir o céu (acredito que 100 % dos atletas pediram isso em suas orações antes da prova), poucos minutos depois a chuva começou a cair por volta do km 20, foi muito bem vinda, ela trouxe um clima bem melhor justamente na parte mais difícil da prova. Lavei o corpo e a alma, a agua foi minha fortaleza, minha vitamina, minha bomba de energia!!!

As temidas ladeiras da Av do Turismo estavam se aproximando e uma turma de corredores, assim como eu com o pace acima de 7, temíamos o fantasma do tempo de corte. Nesse Km encontrei o grande migo Marcílio Seixas, foi meu parceiro na parte mais dura da prova. Obrigado amigo…

Ao começar as ladeiras da temida “Av. da Turismo”, vi uma das coisas mais bonitas que gosto no universo das corridas: solidariedade dos Corredores. Muitas Equipes esperando seus atletas passarem, com cartazes, palavras de incentivo, gel, jujuba, carbogel, pílula de sal, e até churrasco, uma equipe de Tri Atletas, preparou e ofereciam a quem passava .

Passamos o “Cemitério Parque Tarumã”, fizemos a volta próximo ao Cidacta, nesse ponto encontramos uma jovem senhora que estava a ponto de desistir da prova com calos, câimbras ela estava no chão, nos aproximamos e ajudamos ela a levantar, dissemos muitas palavras de motivação e ela voltou a prova mesmo com todas as dores e seguiu em frente. Detalhe: “deste ponto em que estávamos voltando ela ainda precisaria fazer a volta a 1 km a frente”.

Seguimos em frente e encontramos o Cosmo o 2° Atleta Cadeirante na prova (esses caras são exemplos de superação total), e outras centenas de atletas dando o seu máximo pra cumprir a prova. Mais a frente passei pela amiga Silvana Reis, já sem tênis e caminhando com muita dificuldade que me disse que só ia parar depois da linha de chegada, isso eu chamo de coragem!

Meu maior trofeu

Faltavam 25 minutos pra fechar o tempo oficial da prova e nós teríamos que percorrer mais 6 km, apertei um pouco o passo, corri, caminhei até chegar novamente na entrada da “Ponta Negra”, o local de chegada. Já cheguei naquele ponto chorando muito, muita emoção e ainda faltavam mais 1,5km a frente e eu cruzaria a linda de chegada. Havia orientado a minha esposa Kathleem a fazer uma LIVE pelo Facebook assim que ela me avistasse próximo a chegada e ela assim o fez. Peguei o telefone e comecei a conversar com a turma que estava na LIVE passando toda aquela emoção. Várias assessorias esportivas estavam alí saudando seus atletas e o grupo que faço parte também estava, recebi muitas palavras de incentivo dos amigos da Assessoria Mário Runners e do Mestre Mário Marques, a alegria foi tanta que o choro parou na hora, ali eu avistei o pórtico de chegada e meu coração não cabia no meu peito! Fiz o último retorno (quase inalcançável – quem participou da prova vai entender – Lembrei da meia    do Rio), aquela chegada ia crescendo a minha frente, minha família, pai, mãe, sogra, amigos estavam alí no meu aguardo, segurei a mão do meu filhote Davi Henrique e fechamos os primeiros 42km 195 mts da minha Vida.

Enfim me tornei um Maratonista uhuuuuuu, não foi fácil mas hoje sou maratonista.

Enquanto me recuperava ali deitado com as costas no chão minutos depois de cruzar a linha de Chegada vi aquela jovem senhora que estava a ponto de desistir no km 34 com câimbras e calos estourados cruzar aquela linha chegada.

A Maratona é uma lição de Vida, todo corredor precisa encontrar forças e coragem para completa-la.

Sou um corredor novo mas já senti que vou fazer isso até o fim da minha Vida .

Entrei na mundo dos Corredores de rua em Outubro de 2016 .

Nesse período corri 45 provas oficiais, 3 Meias Maratonas e 01 Maratona, a Maratona de Manaus 2018. Para essas provas tive o auxílio e acompanhamento do Prof Mário Marques , Profa Deise Leão e Dr Ney Lima da Clínica Fluxo 

Perdi 12 kg e ganhei uma centena de novos amigos .

Gosto de dizer que:

“O melhor das corridas são os amigos que fazemos“

 

Quando um amigo e corredor fala por todos. Com a palavra, João Mendonça, o Atleta do Tênis Trocado:

O Enilson é sempre uma pessoa irreverente nos Eventos, tendo sempre em mãos uma Câmera para que não passe desapercebido nenhuma oportunidade de Registro. Atleta de um Grande Coração que não mede esforços se for o Caso de dar apoio a um Cadeirante ou Portador de Necessidades Especiais, estando sempre disposto a Ajudar em caso de necessidades pontuais.

Atleta voltado as Causas Sociais, e ao que acontece em todos Eventos que participa. Um cara muito Humano e Gente Boa, preocupado com as causas Socias. Pessoa dedicada a Família, tendo a Corrida de Rua e as Boas Histórias, como um tema de abordagem constante em suas Lives no Canal Friendsrunners.

O Atleta do tênis trocado: pura  irreverência.

Conheci o Enilson nas Corridas e já Participamos de Eventos Filantrópicos juntos, tive a oportunidade de ser entrevistado no Canal Friendsrunners, juntamente com seu fiel escudeiro Marcelo de Paula; tenho uma ótima impressão da pessoa e de seu caráter, faz com muito esmero o seu trabalho e é muito pouco Reconhecido, no aspecto financeiro, colocando o seu Canal a disposição do Esporte, sendo muito pouco reconhecido por Potencias Patrocinadores, mas vamos torcer, para que estes entraves se resolvam no Próximo Ano que se inicia, e tenhamos todos muitas realizações em nossos Objetivos.

Fizemos uma entrevista abrangente, onde falamos do início de minhas Corridas, expliquei que o Motivo de Eu ter me voltado para este Esporte, foi em virtude da Diabetes. Falamos da Historia do Tênis Trocado. Falamos de nossa Aventura no Paraíso, 21K de Fernando de Noronha, falamos de Corridas Internacionais e Nacionais como a São Silvestre, foi uma entrevista onde como sempre ele coloca o Convidado bem a Vontade, e explora sabiamente os assuntos de Pauta.

 

@enilsonrodrigues/friendsrunners; @atletadotenistrocado