Maratonista e Policial Militar, com muito orgulho

Sou Sérgio Dantas, ex-policial do BOPE, filho de desenhista projetista e uma costureira, há 23 anos de casado com Simone Mizael e pai de duas princesas: Ana Beatriz e Ana Clara. 

Minha família, meu tudo.

 

Iniciei nas corridas em 1985 aos 16 anos, através do meu pai, Alberto Pereira Dantas,  que aos 45 anos corria para perder peso e fora motivado pela equipe que formaram no seu trabalho na época (Gillette do Brasil). 

Quando ele fez sua primeira maratona do Rio em 1986 com o tempo de 3: 36 eu o acompanhei dos 30 kms até o final. Senti muito orgulho de meu pai!

Ao acompanha-lo nos treinos de competições conheci a equipe do Bangú Atlético Clube, onde fui federado por alguns anos e tive meu primeiro técnico (Airton Baraúna). 

Tive uma infância igual a de qualquer outro garoto de minha idade e da minha época, quando na infância éramos efetivamente crianças: brincava de futebol na rua, soltava pipa, estudava em escola pública que ensinava a sermos gente.

Aos 19 anos, sentido que estava na hora de buscar minha independência financeira vislumbrei entrar para a Polícia Militar do RJ, que tinha na época uma equipe de corrida forte e respeitada pelo Brasil. Vi assim a possibilidade de ter um emprego, não parar de correr e anda está fazendo aquilo que gostava: ser Policial!!!

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E aí, aos 20 anos, em 1988, entrei para a Polícia Militar!

Apos 1 ano de trabalho nas ruas de Copacabana, consegui ser convocado para a equipe da PMERJ pelo então CAP Adalberto de Souza Rabelo, chefe da equipe na época. Onde por alguns anos ombreie com grandes nomes do atletismo como: Cosme dos Santos, Gilberto Dias, Damião e outros. Após alguns anos na equipe fui para o Bope 1996, onde realmente aprendi o que é ser Policial Militar no Rio de Janeiro. 

Mais um desafio.

Por um tempo parei de competir, mas continuei treinando. Enquanto na equipe da PMERJ só treinava e competia, isso por 4 anos, depois que fui para o Bope tive que adaptar meus treinos, pois no Bope eu era policial 24 horas, não se tinha benefícios por ser atleta, somente conseguia umas dispensas para viajar. 

Através do condicionamento físico automaticamente foram surgindo oportunidades na Polícia, como a segurança pessoal de uma CEO de uma grande multinacional, italiana e maratonista. Nessa atividade tinha que cuidar da segurança pessoal e correr com ela.

Passando alguns meses trabalhando com essa italiana, ela gentilmente me convidou para correr a Maratona de Chicago. Quando recebi o convite, simplesmente não acreditei. Quando que somente com meu salário de policial militar, poderia sonhar uma dia correr uma maratona fora do Brasil. Demorei acreditar que ela realmente estava falando serio:” nunca tinha saído do Brasil, até então “ 

Confirmado o convite e a certeza de que não estava sonhando voltei a competir para retomar o ritmo, agora, super motivado. 

Após Chicago ela virou minha “Mãe Patrocinadora “, com ela me patrocinando pude correr varías Maratonas pelo mundo: Maratona de Nova York, Rotterdam, Amsterdã, Frankfurt, Verona e tantas outras.

Posso falar que através da minha dedicação, na Corrida e na PMERJ, surgiram tantas oportunidades e amigos que fiz e faço até hoje. 

Aos 45 anos pude assinar meu primeiro contrato de patrocínio com uma marca esportiva; E não foi por ser um super corredor, mas sim por eles viam em mim um exemplo. (sempre serei grato a New Balance) Hoje estou com a Olympikus através de mais uma oportunidade.

Meu ídolo.

Em 2014 fui convocado para fazer parte da equipe de segurança do Dr Jose Mariana Beltrame, pois além de Secretario de Segurança do Rio era também amante da corrida. Sendo assim tinha que ter policial atleta (outra Oportunidade do esporte). E por ser um policial-atleta tive, também, a oportunidade de cuidar da Segurança pessoal do grande Usain Bolt! Foi isso e muito mais que a Polícia Militar me deu.

Hoje, aos 50 anos de idade, já com 30 anos na PMERJ, pude pedir minha Reserva Remunerada.  

O maior legado que a Policia Militar me deu foram as oportunidades, pois minha essência familiar sempre mantive, princípios que herdei de meus pais e nunca deixei o canto da sereia me desviar! Se tivesse tido a oportunidade de ter um filho dificilmente deixaria que ele viesse a ser um Policial Militar nesses novos tempos. 

Todos nós temos um sonho e o meu é muito simples: Meu maior sonho é ver as pessoas respeitarei o espaço das outras, mais amor nas relações e pararem de serem individualistas e gananciosas!

Hoje estou na Itália por um tempo a convite da italiana do início dessa história, espero voltar um dia para meu país e continuar sentindo orgulho de ser brasileiro e um policial militar que buscou cumprir à risca, o seu dever!

Deixo para os que ficam:faça sempre seu melhor que um dia será recompensado!