Minha história na corrida

Sangue de Corredor conheceu Paulo David Ferreira em um treino promovido pelo Mauro Rollo, da Achilles International, instituição que trabalha com a inclusão de pessoas com necessidades especiais, especificamente na corrida de rua.

Jovem falador, simpático e rapidamente se propôs a acompanhar essas atividades para nós com um olhar de quem, atualmente já atua com esse público, uma vez que trabalha no CPB-Comitê Paralímpico Brasileiro.

Segue sua breve história:

No início da minha adolescência estava acima do peso, lembro me como se fosse ontem que aos treze anos já pesava mais de noventa kg. Passei por vários esportes com intuito primário de perder peso, foram eles: natação, judô, futebol… Todos me faziam muito bem, sempre fui competitivo em tudo que fazia, no meu circo de amizade poucos eram como eu, embora praticassem não tinham essa perspectiva e amor que eu tinha ao praticar.

Percebi a dura pena o seguinte não posso obrigar ninguém a ser como sou, seria impossível, parti então ao esporte que transformou minha vida para sempre, a corrida de rua. Começou como mais uma tentativa de me achar no mundo esportivo e ajudar na perda de peso. Por saber que só o exercício físico não seria o suficiente me interessei a mudar todos meus hábitos, foi duro, abri mão de muitas coisas, oque me ajudou e continua me ajudando é a boa cabeça que considero ter e claro, minha fortaleza, minha família, sempre me apoiando e incentivando em todas as decisões que faço.

No início da fase adulta já havia decidido também que iria cursar educação física, a oportunidade em participar na transformação de uma pessoa através do esporte é algo que não consigo medir em palavras, me traz quase tanto prazer do que finalizar uma prova de rua da melhor forma possível.

Retomando a corrida, realizei minha primeira prova aos quinze anos, na corrida denominada São  Silvestrinha, foram seiscentos metros de prova, hoje muito pouco, no dia a maior dificuldade e ao mesmo tempo a melhor sensação do mundo. A partir daí não parei mais, esse mosquito chamado de flow da corrida me picou em cheio, passei a estudar mais, treinar mais, acompanhar pela TV, revistas, e em todos lugares que imaginar. Treinar cada vez mais forte e melhor, passei a competir, querer ser o melhor naquilo, fazer o melhor que posso.

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Já subi em alguns pódios, corri provas de cinco km até nesse ano a completar minha primeira maratona, não pretendo parar, enquanto tiver saúde quero estar correndo, isso que me mantém vivo.

Após ingressar a estagiar no CPB passei também a acompanhar o esporte paralímpico, um dia conversando com um guia da seleção me disse o quanto mudou a vida dele correr com um PNE, nunca havia pensando nisso antes dessa conversa, após dela minha curiosidade em aprender e sempre estar correndo me levou a conhecer e me encantar pelo projeto Achilles International, lindo, motivante e muito rico, saber que outra pessoa conta contigo para ajuda-la a melhorar… Um prazer

Por enquanto participei de uma aula, já estou inscrito e na maior expectativa em pensar na próxima.