Machuquei. E agora?

Nenhum praticante de corrida quer sofrer com uma lesão, mas infelizmente elas são frequentes nesse esporte. E com as dores aparecendo durante os treinos chegam também dúvidas sobre o que fazer quando se está machucado. Vou responder as mais frequentes e assim ajudá-lo a se cuidar

Preciso parar de correr?

Sim. É muito difícil para um corredor ficar sem praticar a atividade que tanto gosta, porém alguns dias de repouso são essenciais quando se está com uma lesão. Correr com dor vai agravar o quadro e talvez até impossibilitar a corrida no futuro. Deixe o corpo descansar e se recuperar por um tempo.

Quando procurar ajuda profissional?

Essa questão costuma surgir quando há confusão se a dor é normal e passageira ou se ela caracteriza uma lesão mais séria. Normalmente, uma dor que persiste por 2 ou 3 treinos não é normal e deve ser avaliada por um médico e fisioterapeuta para tratamento.

Coloco gelo?

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Somente após uma avaliação profissional é possível saber com segurança se a aplicação de gelo é indicada para o caso. Porém, de uma forma geral, o gelo pode ser aplicado em articulações que estejam com sinais inflamatórios, como dor e edema. O ideal é o uso desse recurso somente nos primeiros dias de dor, por 10 minutos.

Troco de tênis?

O tênis muito provavelmente não é a causa do problema. A crença popular de que o tipo de calçado previne o aparecimento de lesões não se confirma em estudos científicos. Portanto, trocar de tênis não é essencial.

Posso continuar com a musculação (ou outros treinos de força)?

Contando que a área machucada seja poupada, a princípio não é necessário interromper outras atividades. O segredo é se guiar pela dor: se houver incômodo durante a realização do exercício ele está sendo prejudicial naquele momento e não deve ser feito. Caso não haja dor, pode continuar a ser feita, com cautela.

Quanto mais prudente forem as atitudes diante de uma lesão na corrida, mais rápido ela se resolverá e menos sequelas ela deixará para o futuro. Dei algumas dicas para ajudar, mas não se esqueça de que cada caso é único e deve ter o seu tratamento estabelecido por um profissional da saúde especializado.

By Raquel Castanharo: texto publicado originalmente em minha coluna no Eu Atleta: http://globoesporte.globo.com/

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